Universidades paulistas deixaram de receber R$ 246 milhões do governo Alckmin

03/10/2013

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No momento em que a imprensa noticia o fato da USP (Universidade de São Paulo) cair 68 posições no raking internacional, deixando de figurar entre as 200 melhores do mundo, dados oficiais do governo do Estado mostram que as três universidades estaduais (USP, Unicamp e Unesp) deixaram de receber R$ 264 milhões a menos previsto pelo governo Alckmin, nos seis primeiros meses de 2013.

Na USP, somente no primeiro semestre do ano, o governo Alckmin deixou repassar recursos da ordem de R$ 139,6 milhões. Na Unesp, R$ 64,7 milhões e na Unicamp, R$ 59,6 milhões.

USP passou do 158º para 226º lugar

A USP passou do 158º lugar no ano passado para um grupo que vai do 226º ao 250º na nova lista do THE (Times Higher Education), publicação anual britânica divulgada desde 2004.A instituição era a única brasileira que figurava, desde 2011, entre as 200 primeiras.

A Unicamp também caiu e passou do 301º para 350º lugar no ranking.

A lista avalia cinco itens principais (pesquisa, ensino, citações, inovação tecnológica e internacionalização).

A USP perdeu posições nos três primeiros. A Unicamp, nos dois primeiros e também em internacionalização.

Para o editor do THE, Phil Baty, o resultado é “negativo para o Brasil”. “Um país com seu tamanho e poder econômico precisa de universidades competitivas internacionalmente. É um golpe perder a única entre as 200 no topo.”

O Brasil foi o único país que saiu do grupo com universidades entre as 200 melhores do mundo. Noruega, Espanha e Turquia entraram para o grupo de elite. Os EUA continuam dominando. A “top” do mundo, Caltech, é norte-americana. Além disso, 77 das 200 melhores estão naquele país.

*com informações do jornal Folha de S. Paulo

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