USP Leste tem água imprópria e piolho

13/12/2013

Descaso tucano

Bebedouros do campus estão interditados por falta de manutenção e salas tiveram de ser fechadas após infestação de parasitas de pombos

Após ser multada por causa da contaminação do solo por gás metano no câmpus Leste, a Universidade de São Paulo (USP) enfrenta agora problemas com água imprópria para consumo e infestação de piolhos de pombo nas salas de aula da mesma unidade. Os bebedouros estão interditados até o fim de semana e as áreas infestadas ficaram sem uso por pelo menos dez dias.

O bloqueio temporário dos bebedouros foi determinado depois que análises feitas pela Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp) apontaram turbidez da água e presença indevida de bactérias. A causa do problema foi a falta de limpeza dos reservatórios de água. A higienização periódica é recomendada a cada seis meses ou, no máximo, anualmente. A última lavagem foi em setembro de 2012.

O edital de contratação para nova limpeza foi aberto em setembro deste ano, mas não foi concluído por causa da troca de direção da unidade e da ocupação da sede do câmpus em protesto dos alunos, em outubro, que durou 18 dias.

A Sabesp informou que não há problema na água levada pela companhia à faculdade. Como as caixas d`água ficam dentro do imóvel, a qualidade da água é de responsabilidade da USP Leste.
A direção da unidade contratou, em regime de emergência, a limpeza dos reservatórios, que será feita neste fim de semana. Garrafões de água foram distribuídos para consumo nos próximos dias. A previsão é de que os bebedouros voltem a funcionar na segunda. A Sabesp deve fazer nova avaliação.

Piolhos

Além dos bebedouros, três salas de aula do prédio principal ficaram interditadas até a última terça, por causa de infestação de piolhos de pombos. O forro do prédio tem ninhos das aves. Segundo relatos de alunos e professores, o problema foi descoberto quando, no fim de novembro, pequenos ácaros começaram a andar pelo corpo de alunos e professores durante aulas. Alguns deles dizem ter sido picados pelos parasitas.

Com coceira e feridas, uma das professoras procurou um dermatologista e foi diagnosticada com escabiose (sarna). Ela teve de passar por tratamento contra o problema, assim como sua família, por prevenção.

Com as salas interditadas, os alunos de três turmas passaram a ter aulas no auditório ou anfiteatro. “Acabamos de sair de uma greve, estamos com as aulas atrasadas, e tivemos de ficar de um lado para outro para saber onde seria a aula. Como uma universidade do porte da USP pode ter um problema como esse?”, questiona uma alunado 2.º ano de Gestão Ambiental, uma das turmas afetadas.

A assessoria de imprensa da USP Leste informou que a desinfestação foi feita no dia 3, segundo as normas de vigilância sanitária. Também já foram pedidas dedetizações periódicas para evitar novos problemas.

fonte: jornal O Estado de S. Paulo

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