Violência: Alckmin já não descarta facção

09/10/2012

16 mortes na Baixada

Violência: Alckmin já não descarta atuação de facção

O governador Geraldo Alckmin depois de, na última semana, dizer que há muita “lenda” sobre a facção criminosa (PCC), agora, não descarta a possibilidade de haver seu envolvimento nos crimes que assolam o Estado. À imprensa, ela falou: “Acho que nenhuma hipótese deve ser descartada”.

Desde a última quarta-feira (3/10), foram ao menos 16 mortes em quatro cidades da Baixada Santista, entre elas as de dois PMs.

Esta série de mortes nos últimos dias na Baixada Santista obrigou o governo paulista a enviar à região equipes da Rota, grupo de elite da Polícia Militar que tem se dedicado a investigar e combater a facção criminosa PCC.

Equipes da Rota foram enviadas ainda na tarde de domingo (7/10), horas depois de sete pessoas serem mortas e outras cinco ficarem feridas em Santos na madrugada.

Fora de controle

O coordenador da câmara temática de segurança do Conselho de Desenvolvimento Sustentável da Baixada Santista, o coronel da reserva da PM Raimundo da Silva Filho, afirma que a situação da violência na região “começou a fugir do controle”. Sempre que um traficante morre na Baixada, há uma manifestação, uma retaliação ou um ônibus queimado. É algo que nos preocupa”, explica.

Para o secretário de Defesa e Convivência Social do Guarujá, Carlos Antônio da Silva, o que pode estar acontecendo na Baixada Santista é uma “guerra suja”. “Não dá para ter uma leitura muito precisa, mas pode ser uma retaliação de policiais pela morte de colegas, pode ser um grupo de bandidos se aproveitando do momento para matar adversários e botar a culpa na polícia ou pode ser uma briga de criminosos por áreas”, disse.

Carlos Silva afirma, porém, que não há clima de insegurança na cidade: “Já houve um reforço na segurança, o que mostra uma reação rápida por parte do governo.”

O mesmo discurso é adotado pelo secretário de Segurança de Santos, Carlos Marques Trovão. “As polícias têm feito um bom trabalho.”

Já o subsecretário de Segurança de Praia Grande, José Américo Franco Peixoto, afirmou que não é possível estabelecer uma relação entre o crime na cidade e os que aconteceram nas outras cidades da Baixada Santista

*com informações da Agência Estado

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