Violência policial em SP já matou mais do que os ataques israelenses na Palestina

07/12/2012

Insegurança pública

Violência policial em São Paulo matou quase o dobro de pessoas que os ataques israelenses à Faixa de Gaza, na Palestina.

A revelação foi feita pelo ativista palestino Qais Al-Hinti durante o lançamento do livro A Periferia Grita, da Associação Mães de Maio, nesta quarta-feira (5/12) em São Paulo.

O ativista palestino passou por São Paulo para acompanhar o trabalho das mães e divulgar a causa palestina, e diz ter ficado “assustado com a violência em São Paulo”. Al-Hinti usou números palestinos para mostrar o quanto são alarmantes os índices paulistanos. “Nos últimos ataques na Faixa de Gaza morreram 170 pessoas, fiquei muito surpreso ao saber que em São Paulo morreu muito mais gente”, comparou o ativista.

A triste realidade constatada pelo palestino só reforça a determinação dessas mães em lutar pelo esclarecimento das mortes de seus filhos.

A fundadora da Associação Mães de Maio, Débora Silva, se solidarizou aos palestinos e manifestou o desejo de levar o movimento para a terra ocupada por Israel. Débora também pediu a desmilitarização das polícias, antiga reivindicação do grupo e de outros movimentos sociais. “Queremos, também, uma polícia comunitária, não uma polícia que trabalha na base do ‘quem reagir, está morto’. No ritmo que estamos, daqui a pouco vão oferecer bolsa funerária nas periferias”, lamentou Débora, parafraseando o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

Débora, que perdeu um filho em maio de 2006, é enfática ao afirmar que as mortes que ocorrem hoje, poderiam ser evitadas se os responsáveis pelos crimes de 2006 tivessem sido punidos. Levantamento do jornalista André Caramante, autor de um dos artigos do livro, revela que 3.921 pessoas foram assassinadas por policiais militares entre 2005 e 2011.

Com informações dos site Rede Brasil Atual e Spressosp

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