CPI DAS QUARTEIRIZAÇÕES OUVE O DIRETOR-PRESIDENTE DA SPDM
CPI DAS QUARTEIRIZAÇÕES OUVE O DIRETOR-PRESIDENTE DA SPDM

A CPI das Quarteirizações ouviu nesta quarta-feira, 15/9, o diretor-presidente da Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina – SPDM, Ronaldo Ramos Laranjeira, e o superintendente do Hospital de Campanha do Anhembi, Nacime Salomão Mansur. A comissão investiga eventuais irregularidades em subcontratações feitas pelas organizações sociais que mantêm contratos de gestão firmados com o Estado de São Paulo.

A SPDM faz a gestão de 19 hospitais públicos e de diversas unidades de saúde do Estado. Com a pandemia da COVID-19, a organização social de saúde (OSS) foi contratada pela prefeitura de São Paulo para gerir o Hospital de Campanha do Anhembi.

Os membros da CPI perguntaram aos dirigentes como foram feitas as contratações de profissionais de saúde para o hospital de campanha. O deputado José Américo quis saber qual a relação da SPDM com a empresa OGS, denunciada por ter obrigado médicos e enfermeiros a integrarem seu quadro societário como condição para serem recrutados.

A OGS foi contratada também pelo IABAS, outra organização social contratada pela prefeitura para fazer a gestão do hospital de campanha. O superintendente do Hospital de Campanha, Nacime Salomão Mansur, disse que a OGS foi selecionada para suprir o quadro de profissionais, mas que a SPDM não tinha conhecimento de que a empresa também provia os profissionais do IABAS.

Segundo Mansur, a SPDM tentou individualizar totalmente essa contratação e ter clareza dos serviços executados. Mansur afirmou ainda que as organizações sociais não conseguem contratar médicos na forma da CLT porque a modalidade predominante no mercado é a contratação na forma de pessoa jurídica (PJ).

José Américo estanhou também que o hospital de campanha do Anhembi tenha contratado 1200 profissionais para oferecer atendimento a pouco mais de 3 mil pacientes. Segundo o deputado, a relação número de profissionais/número de pacientes é totalmente fora dos padrões.

Os membros da CPI das Quarteirizações aprovaram nesta terça-feira a prorrogação dos trabalhos por mais 60 dias. Desse modo, a CPI deverá funcionar até o início de dezembro.

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