DEPUTADOS LANÇAM FRENTE PELA IMPLANTAÇÃO DE INSTITUTOS FEDERAIS EM SP
DEPUTADOS LANÇAM FRENTE PELA IMPLANTAÇÃO DE INSTITUTOS FEDERAIS EM SP

Os deputados Donato e Reis, que integram a Federação PT/PCdoB/PV, promoveram nesta terça-feira, 26/3, o lançamento da Frente Parlamentar pela Implantação do Instituto Federal, que contou com a participação do professor Carlos Procópio, representando a reitoria do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo – IFSP; Adalton Masalu Ozaki, pró-reitor de Pesquisa e Pós-graduação do IFSP; e Rogerio de Souza, representando o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica.

Donato disse que a ideia da criação da frente parlamentar surgiu antes do anúncio feito há alguns dias pelo presidente Lula da criação de mais cem unidades do Instituto Federal no país, sendo 12 delas no Estado de São Paulo. Segundo o deputado, a frente pode ajudar nos encaminhamentos necessários para agilizar a implantação das novas unidades, sabendo que algumas delas já têm áreas e terrenos definidos, enquanto outras, não. “Queremos ser tanto um agente acelerador do processo quanto um mediador de relações com o poder público, seja na esfera municipal ou federal”, afirmou.

O deputado Reis considera que foi um grande acerto a ideia de criação da frente parlamentar. “Temos um grande trabalho pela frente. Precisamos nos apropriar da situação de cada região e organizar agendas públicas nesses locais para ouvir as pessoas e entender quais são as necessidades. A frente parlamentar será uma importante ferramenta de acompanhamento da execução e dos procedimentos que serão adotados pelos agentes públicos.”

O professor Carlos Procópio, pró-reitor de Ensino do IFSP, ressaltou que os institutos técnicos federais foram criados para atender a população trabalhadora e transformar as vidas das pessoas. Atualmente, o estado possui 42 unidades integradas à Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica.

Os novos campi serão construídos em municípios que não possuem Institutos Federais ou que têm baixa cobertura de educação profissional. Os municípios paulistas que receberão as novas unidades anunciadas pelo presidente Lula são Sumaré, São Vicente, Santos, Ribeirão Pires, Osasco, Mauá, Franco da Rocha, Diadema, Cotia e Carapicuiba. Duas novas unidades serão implantadas na capital, uma em Cidade Tiradentes e outra no Jardim Ângela. O investimento estimado para construção das novas unidades é de R$ 300 milhões, que devem gerar 16.800 vagas.

Adalton Ozaki ressaltou as dificuldades orçamentárias do instituto para fomentar as iniciativas de pesquisas em vários segmentos importantes. A instituição não consegue, por exemplo, financiar a totalidade dos projetos de iniciação científica. Segundo ele, seriam necessários mais R$ 2 milhões no orçamento anual para custear esses projetos.

Rogério de Souza disse que nos principais ciclos de expansão dos institutos técnicos federais, ocorridos durante os governos Lula e Dilma, o Estado de São Paulo praticamente não participou desse processo. Atualmente, existem no país 682 unidades e mais de 1,5 milhão de matrículas. Com os novos 100 campi, a Rede Federal passará a contar com 782 unidades, sendo 702 campi de IFs. O Estado de São Paulo conta atualmente com 42 unidades, sendo 38 delas ativas, que atendem quase 70 mil estudantes.

“Quando o presidente Lula anunciou a criação de novas unidades, várias cidades paulistas, inclusive as governadas por conservadores, correram ao MEC para pleitear a implantação de instituto federal. Isso porque os institutos são uma instituição amplamente respeitada pela sociedade. Mas, para a gente ter um IF pleno no estado de São Paulo, precisamos de apoio do governo estadual”, adverte Rogério.

Segundo ele, o estado poderia desempenhar um papel importante suprindo o fornecimento de água e luz e o atendimento das necessidades de alimentação dos alunos do instituto. “Já que o governo estadual fornece diariamente milhões de refeições para a rede estadual, ele poderia oferecer também 70 mil refeições para atender as necessidades dos nossos estudantes. A inclusão desse serviço no processo licitatório conduzido pelo estado teria um impacto ínfimo nas contas do governo”, concluiu Rogerio de Souza.

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