DESTAQUES DA SEMANA – 3 A 5 DE DEZEMBRO
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PARLAMENTO AJOELHADO DIANTE DO AUTORITARISMO DE DORIA

A PEC 18/2019, que trata da Reforma da Previdência do Estado, começou a ser discutida pelo plenário da Alesp em sessão extraordinária na quarta-feira, 4/12. O líder do PT, deputado Teonilio Barba, denunciou as manobras autoritárias para acelerar a votação da proposta de João Doria. O presidente da Alesp, Cauê Macris, convocou duas sessões extraordinárias na quarta – e quinta feira. “Hoje, o Regimento Interno da Assembleia é o que vai na cabeça do presidente da Assembleia, Cauê Macris. Os deputados perderam sua autonomia e independência. Aceitam o que é imposto pelo presidente como carneirinhos”, afirmou Barba.

 

PRESIDENTE DA ALESP AMEAÇA EXPULSAR O POVO À FORÇA

Na sessão de quarta, 4/12, o presidente da Assembleia ameaçou acionar a polícia para evacuar as galerias e impedir a manifestação de servidores públicos contra a reforma da Previdência. O deputado Enio Tatto reagiu. “Pois, o senhor vai ter de retirar à força também este deputado e mais os outros nove da bancada do PT”, afirmou.

 

MAMÃE FALEI XINGA SERVIDORES E CAUÊ MACRIS PERMITE TUMULTO

Na mesma sessão, o deputado Arthur do Val (sem partido) subiu à tribuna para provocar servidores que ocupavam as galerias. O parlamentar xingou o público de “vagabundo”, ameaçou pessoas e agrediu também deputados petistas com acusações e palavras ofensivas. O tumulto foi armado e não foi contido pelo presidente da casa, Cauê Macris. Os deputados petistas reagiram às agressões e a sessão foi suspensa por conveniência da ordem. A conveniência maior do episódio foi para o governo Doria, a quem o deputado e yuotuber Mamãe Falei prestou grande serviço. No dia seguinte, deputados governistas fizeram requerimento para a as sessões sobre a reforma ocorressem a porta fechadas, sem a presença de público nas galerias.

 

AUTORITARISMO E REVOLTA

Na quinta-feira, o presidente da Assembleia, Cauê Macris, mandou fechar as portas do plenário para que o povo não entrasse nas galerias do plenário para acompanhar o segundo dia de discussão e votação da proposta de Reforma da Previdência proposta por João Doria. Cinco deputadas da oposição tomaram as cadeiras da mesa diretora em protesto contra a ação autoritária de Doria e de sua bancada e tentaram impedir o início da sessão. Ainda assim, Macris abriu os trabalhos e manteve a ordem de impedir o acesso às galerias e restringir a entrada de pessoas no prédio da Assembleia.

 

DIA DA VERGONHA

A pressão popular do lado de fora do plenário causou grande constrangimento na base governista, que queria a todo custo manter a sessão com público restrito. Diante da impossibilidade de prosseguimento dos trabalhos, foi pedido o levantamento da sessão. A deputada Beth Sahão disse que desde o tempo da ditadura nunca havia visto ato tão autoritário como o ocorrido nesta quinta-feira. “Deixar do lado de fora pessoas que terão suas vidas afetadas e prejudicadas é crueldade e insensibilidade”, disse ela.

 

FUNK SÓ PARA A HIGH SOCIETY?

Os deputados Teonilio Barba, Enio Tatto, Marcia Lia e Beth Sahão fizeram visita ao corregedor da Polícia Militar, coronel Marcelino Fernandes, na manhã da quinta-feira, 5/12, para tratar dos acontecimentos em Paraisópolis, que resultaram na morte de nove jovens. A bancada petista exigiu a apuração rigorosa da atuação da polícia no episódio e a punição dos responsáveis. Também foram levantados outros casos de violência policial em bailes funk. O deputado lembrou que ocorrem mais de 300 eventos desse tipo em São Paulo. “A juventude participa e se diverte nessas manifestações culturais. Hoje o funk está em todos os lugares. Nas mansões e em condomínios da classe média. Mas o filho do pobre que se diverte na rua é taxado de criminoso e os bailes nas favelas, algo inadmissível.”

 

MASSACRE DE PARAISÓPOLIS ÃO FOI FATALIDADE

Dois dias antes, na terça-feira, a bancada do PT havia participado de uma coletiva de imprensa na Alesp, após reunião que deveria ter contado com a presença do procurador geral de Justiça do Estado de São Paulo, Gianpaolo Smanio, para tratar de casos de criminalização de movimentos sociais e de moradia e, principalmente, providências sobre o massacre de Paraisópolis. Smanio não compareceu, mas, ainda assim, os parlamentares comentaram a situação, apontando que o massacre não foi uma fatalidade, como a versão oficial do Estado pretende fazer crer. Assista na transmissão ao vivo.

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