Movimentos de moradia promovem ato nesta quarta em defesa de uma política estadual de habitação para São Paulo

Nesta quarta-feira, 31/7, a União dos Movimentos de Moradia de São Paulo (UMM-SP) estará novamente nas ruas da cidade para exigir política de habitação social para a população mais pobre. Com concentração às 9h no Estádio do Morumbi, a Marcha da Moradia irá até o Palácio dos Bandeirantes para denunciar a completa paralisação da política de habitação popular no estado. Além de estimular a violência policial e da criminalização dos movimentos populares, o governo Doria, nestes primeiros seis meses, não anunciou sequer uma medida concreta para a política habitacional no Estado de São Paulo, o que alimenta números recordes de falta de moradia, reintegrações de posse, favelização e déficit habitacional.

De acordo com a Fundação Seade, a inadequação habitacional atinge 27% dos domicílios paulistas, o que retrata carências de diferentes ordens, como espaço interno insuficiente, “relativo às moradias que não dispõem dos cômodos necessários para atender às funções básicas de repouso, lazer, preparo de alimentos e higiene”. Outro elemento que compõe este cenário de precariedade habitacional é o alto custo dos alugueis. No Brasil, o déficit habitacional é de 7,2 milhões de moradias.

Diante desta situação dramática, o governo Doria, além paralisar programas em andamento, não apresenta nada de novo, despeja o povo sem teto, desrespeita e criminaliza os movimentos de moradia. Com tantos retrocessos, ao movimento de moradia só resta ir à luta. Se o governo não tem política habitacional, queremos mostrar que nós temos. Vamos levar nossas propostas para que o Estado de São Paulo volte a ter protagonismo na política de habitação, com investimentos próprios e prioridade às pessoas que mais precisam. Todos e todas às ruas!

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