Petistas lançam Núcleo de Promoção da Igualdade Racial na Assembleia Legislativa

Reverência à tradição e à ancestralidade marcou o lançamento do Núcleo de Promoção da Igualdade Racial e Combate ao Racismo (NUPIRC), nesta quinta-feira, 12/9, na Assembleia Legislativa de São Paulo.

Promovido pela Bancada do PT na Alesp, em parceira com o setorial racial e com apoio de movimentos sociais e com a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o encontro abordou análises da realidade do povo brasileiro e da situação estadual no pós-governos Lula e Dilma.

Dados apresentados apontam que nos governos Lula e Dilma houve redução da desigualdade a partir do maior acesso à saúde, educação, habitação e renda. O líder petista na Alesp, deputado Teonílio Lula Barba, ressaltou que a desigualdade da população negra reduziu significativamente nesse período.

A necessidade de estudar a complexidade do racismo no Brasil e de enaltecer as lideranças negras que figuraram na história do nosso país foi destacada na manifestação do deputado José Américo.

A professora Marilândia Frazão falou da preocupação com o papel e função do Núcleo e defendeu que este seja um espaço para elaboração de novas formas e conteúdos. Um instrumento para atender os anseios da população.

 

*A Desigualdade tem cor*
Com esta frase, o ex- ministro  Edison Santos caracterizou a realidade da discriminação racial na sociedade brasileira, fruto da histórica negação de cidadania aos negros.

Uns dos poucos lugares onde os negros constituem maioria são as penitenciárias e as ruas, lembrou Edison Santos, em suas reflexões sobre o momento pelo qual passa o país. “O Brasil teve um hiato no avanço do racismo e da desigualdade no governo Lula”, disse o ex- ministro.

A iniciativa da Bancada do PT de criar o Núcleo, como espaço de discussão, sistematização e elaboração de política pública, foi elogiado pelo secretário nacional de Combate ao Racismo do PT, Martivs das Chagas. “Este tipo de Núcleo deve ser criado em todos os Legislativos.”

A pequena representação de negros na Assembleia Legislativa foi uma das questões recorrentemente mencionadas pelos participantes e reforçada por Sandra Mariano, militante a Secretaria do Combate ao Racismo do PT. Ela ressaltou a importância de o Núcleo recuperar algumas pautas que se encontram engavetadas no Poder Legislativo, como o projeto de lei que institui o Dia Nacional da Consciência Negra.

 

Amplitude do Núcleo

O cárter amplo do Núcleo foi lembrado por Julião, representante do PCdoB e integrante do mandato da deputada estadual Leci Brandão, que com entusiasmos defendeu o caráter revolucionário da luta de combate ao racismo.

Claudinho Preto, coordenador do SOS Racismo da Assembleia Legislativa e que contribuiu para o lançamento do Núcleo, reforçou o significativo papel do Núcleo na organização, elaboração e pactuação de pautas que tratem da realidade da população negra e que reflitam em produção de ações e políticas públicas de superação das desigualdades.

O rapper GOG falou sobre o despertar da consciência e sobre a definição da pessoa negra. Ele defendeu que a saída para sensibilizar e envolver a população e a juventude negras pode estar na formação, no despertar do conhecimento das raízes, da força e da resistência da raça negra.

Questões como emprego e renda, feminicídio da mulher negra, genocídio da juventude negra e suicídio foram abordadas por Rosana Aparecida da Silva, integrante da CUT.

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