SECRETÁRIO NÃO COMPARECE A AUDIÊNCIA SOBRE FECHAMENTO DE PRONTOS SOCORROS
SECRETÁRIO NÃO COMPARECE A AUDIÊNCIA SOBRE FECHAMENTO DE PRONTOS SOCORROS

O fechamento de prontos socorros na região metropolitana de São Paulo foi tema da audiência pública realizada na quarta-feira, 20/10, na Assembleia Legislativa. Sob a coordenação do deputado José Américo, a audiência teve a participação de representantes de conselhos populares de saúde e de diversas entidades da sociedade civil. Também estiveram presentes os deputados Dr. Jorge do Carmo, Maurici e Enio Tatto, que foi o propositor do encontro.

Convidado para expor sobre as razões dos fechamentos, o secretário da Saúde do Estado de São Paulo, Jean Gorinchteyn, não compareceu nem enviou representante. O secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido, também foi convidado, mas não compareceu. “Isso é muito ruim, porque a crise da saúde incide diretamente no município de São Paulo”, criticou José Américo.

O fechamento de prontos socorros atinge o Hospital Geral de Itapecerica da Serra, Hospital Geral do Grajaú, Hospital Geral de Pedreira, Hospital Santa Marcelina, Hospital Estadual de Vila Alpina, Hospital Estadual de Franco da Rocha e Regional Sul. Nenhum representante desses estabelecimentos compareceu audiência. Outra ausência importante  destacada na audiência foi a de membros do Ministério Público e da Defensoria Pública.

José Américo informou que, ao longo da semana, realizou visitas aos hospitais. Segundo ele, o fechamento dos prontos socorros tem causado uma grave crise no sistema de saúde do Estado. Porém, não existe razão para isso acontecer. A justificativa dada pela secretaria é meramente formal. O órgão afirma que a porta de entrada do usuário no sistema de saúde devem ser as UBSs. “Entretanto, as UBS atravessam situações de grande dificuldade. Muitas delas não têm nem médicos nem remédios. Dessa forma, a população não está encontrando nenhuma porta de entrada, porque a porta que o governo quer impor não funciona e os prontos socorros estão fechados.”

José Américo diz que, na verdade, trata-se de uma medida de economia. “As pessoas com as quais conversamos disseram que a decisão não veio dos hospitais. Foi uma determinação do governo. Ou seja, mais um movimento do governador João Doria para economizar dinheiro. São Paulo está nadando em dinheiro. Tem dinheiro sobrando. Tanto é que João Doria promete um plano de investimento gigantesco até o final do próximo ano. Portanto não há necessidade de economia. Não tem sentido deixar a população desassistida.”

O deputado Enio Tatto disse aos participantes da audiência que a postura das autoridades estaduais é lamentável. “Os representantes do governo e do Ministério Público não vieram. Mas vocês vieram. E sabe por que vocês vieram? Porque vocês moram no Grajaú, Cidade Tiradentes, Itaquera, Campo limpo, Itapecerica da Serra, Franco da Rocha, Jardim Ângela, M’Boi Mirim e Pedreira. Vocês moram onde está o problema. Onde a pessoa que está precisando de atendimento médico tem de buscar esses hospitais. Já as autoridades que foram chamadas e não compareceram, quando precisam de assistência de saúde, vão ao Albert Einstein ou ao Sírio Libanês. Nos hospitais cinco estrela.”

Enio Tatto também apresentou dados sobre os hospitais afetados pelos fechamentos. O Hospital do Grajaú sofreu, entre 2020 e 20121, redução de 14% nos custos; o Hospital de Pedreira, redução de 2,58%; o Hospital de Vila Alpina, 5,96%, o Hospital de Itapecerica da Serra, 12,15%; o Hospital de Franco da Rocha, 31,64%. “Para onde está indo esse dinheiro? Está indo para o caixa do governo e vocês sabem para quê.”

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