TATTO EM MOCOCA: É PRECISO DISTRIBUIR MELHOR O DINHEIRO DO ESTADO DE SP
TATTO EM MOCOCA: É PRECISO DISTRIBUIR MELHOR O DINHEIRO DO ESTADO DE SP

O deputado Enio Tatto disse que não basta discutir emendas para atender algumas demandas específicas das cidades, pois isso é somente um grão de areia no oceano. “Precisamos discutir o Orçamento como um todo. Temos de distribuir melhor o dinheiro do Estado de São Paulo, cujo orçamento vai passar de R$ 300 bilhões no ano que vem.”

Tatto participou, nesta quinta-feira, 28/4, da audiência pública do Orçamento de 2023, realizada pela Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento da Alesp, na cidade de Mococa. Segundo o petista, o que se deve questionar é por que áreas tão importantes como a assistência social, a agricultura, a cultura e a juventude têm menos de 0,5% dos recursos orçamentários? “É isso que precisamos equacionar. Essa é a discussão. A gente precisa mudar isso: a participação das áreas sociais no orçamento. Ouvimos pedidos de estradas vicinais em todo o Estado de São Paulo. Mas quanto o governo destina para a Secretaria de Agricultura? Apenas 0,3% do orçamento”

Tatto lembrou que, há algumas semanas, João Doria reuniu mais de 600 prefeitos para dizer que entregava o governo com um caixa de R$ 40 bilhões. “Para que ele fez caixa? Para poder gastar em ano eleitoral. Isso é crime.”

Demandas regionais

O prefeito de Mococa, Eduardo Ribeiro Barison, disse que a criação de trabalho e renda na cidade depende de mudanças nas regras tributárias. Segundo ele, o governo paulista precisa atuar para minimizar as perdas das cidades limítrofes ao Estado de Minas Gerais por causa da guerra fiscal.

O administrador municipal também fez uma avaliação do quadro crítico da saúde na cidade. “Vai chegar o momento em que os serviços de saúde dos municípios paulistas vão entrar em colapso. Os municípios têm demandas crescentes de serviços de saúde e recebem cada vez menos recursos e medicamentos.” Ele disse que a judicialização da saúde pública recai, principalmente, sobre o município. “O custeio da saúde precisa ser revisto para que haja repasses compatíveis com a realidade. O SUS é maravilhoso, mas precisa de recursos”, afirmou.

A presidente da Câmara Municipal, Elisângela Masini Maziero, elencou algumas demandas da cidade e da região, como a duplicação da rodovia Abrão Assed (SP-338), que liga Mococa a Cajuru, e a continuidade do programa Mais Vicinais. Ela também destacou a necessidades de mais recursos para a Santa Casa, para exames oncológicos e instalação de um AMES na cidade, além de maior agilidade e eficiência do Cross para atender os munícipes. Para a área de educação, reivindicou a valorização dos profissionais do magistério, a ampliação de cursos da Fatec e mais investimento em novas escolas estaduais para atender regiões da cidade que tiveram crescimento populacional.

Os vereadores de Mococa Professor Clayton, Adriana Ruiz, Professor Batata, Paulo Miquelin e Guilherme Gomes também participaram da audiência e apresentaram diversas reivindicações: uma ponte interligando Jardim Primavera e Jardim Riachuleo; um caminhão refrigerado para entrega de alimentos da merenda escolar; pavimentação de ruas no distrito de São Benedito das Areias; recapeamento da estrada que liga o centro de Mococa ao distrito de Igaraí; praça de esporte nos bairros de Igaraí; e doação do Estado ao município de área pertencente ao Instituto Agronômico para abrigar micro e pequenas empresas do município.

Janaina Rota, membro do Conselho de Direito da Mulher de Mococa, solicitou um veículo para ronda da guarda municipal e a instalação de uma Delegacia da Mulher em Mococa. Hoje, a cidade não dispõe de serviço voltado para atender as mulheres vítimas de violência.

O vereador de Casa Branca Marco Antonio Rodrigues solicitou a volta para o município da equipe de criminalística que desenvolvia os serviços da Polícia Técnica Científica na região. Já Tiago Damasceno, também vereador de Casa Branca, reivindicou a instalação de uma universidade pública estadual na região, destacando que a sua cidade dispõe de local e estrutura para receber uma unidade de ensino superior.

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