AUDIÊNCIA PÚBLICA DISCUTE AS CONSEQUÊNCIAS DA PRIVATIZAÇÃO DA ELETROBRAS
AUDIÊNCIA PÚBLICA DISCUTE AS CONSEQUÊNCIAS DA PRIVATIZAÇÃO DA ELETROBRAS

A deputada Márcia Lia (PT) coordenou audiência pública nesta quarta-feira, 26/5, que debateu as consequências da privatização da Eletrobras. O encontro, realizado pela Frente Parlamentar em Defesa do Setor de Energia, Barragens, Saneamento Básico e Recursos Hídrico, reuniu entidades de trabalhadores do setor energético e contou com a participação da deputada estadual Leci Brandão (PCdoB), do deputado federal Alencar Santana (PT/SP) e do secretário-geral da CUT de São Paulo, Daniel Calazans.

Márcia Lia destacou que a tentativa de privatização da Eletrobras é uma ameaça à soberania energética do país. Trata-se da maior empresa de geração de energia da América Latina e a quinta maior empresa do mundo nesse setor. A deputada petista destacou que a empresa é responsável por 37% da geração de energia do Brasil e tem mais de 40 usinas hidrelétricas e mais de 58 mil km de linhas de transmissão. A empresa é superavitária e extremamente lucrativa.

A Eletrobras fechou o primeiro trimestre com lucro líquido de R$ 1,6 bilhão. Nos últimos três anos, gerou R$ 24 bilhões de lucro líquido. Porém, o governo Bolsonaro pretende vendê-la a preço de banana, fixando o lance mínimo em R$ 16 bilhões.

Os representantes das entidades de trabalhadores discutiram as consequências da privatização. Carlos Alberto Alves, presidente do Sinergia, chamou atenção para o inevitável aumento das tarifas de energia para os consumidores brasileiros, que pagam a quinta tarifa mais cara do mundo. Gilson de Souza, presidente do Sinergia Gasista, falou sobre a situação dos trabalhadores e trabalhadoras da Comgás, da GBD e da Naturgy, em todo o Estado de São Paulo, especialmente na situação da pandemia. Ele defendeu a suspensão dos cortes durante a pandemia e a criação da tarifa social do gás canalizado.

Luis Carlos Marcolino, representando a CUT de São Paulo, disse que é preciso tratar do assunto energia sob o ponto de vista do acesso da população a um bem público essencial de qualidade. Entretanto, para o governo, a energia é tratada como um bem privado, uma simples mercadoria, uma commodity. Ele acrescenta a rentabilidade do setor energético é elevada. Os lucros do setor equivalem aos dos bancos. Por isso a privatização da Eletrobras é estratégica para consolidar a aliança do governo Bolsonaro com os interesses e avidez do mercado.

A deputada Márcia Lia registrou no início da audiência seu repúdio á atitude da Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp), que não designou representante para a audiência. A agência encaminhou carta de última hora, avisando que não participaria do evento. A deputada fez uma moção de repúdio contra a “atitude grosseira” da Arsesp de se recusar a participar de um evento destinado a discutir um tema de alto interesse da população do Estado de São Paulo.

Assista à íntegra da audiência da Frente Parlamentar em Defesa do Setor de Energia, Barragens, Saneamento Básico e Recursos Hídricos, coordenada, nesta quarta-feira, 26/5, pela deputada Márcia Lia.

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