BEBEL: AUTORITARISMO DE DORIA IMPEDE CARREATA DE PROFESSORES

Professores e demais trabalhadores da Educação organizaram para a manhã de ontem, 29/7, uma carreata até o Palácio dos Bandeirantes, em protesto pela volta às aulas em 8 de setembro, como é o desejo do governo do Estado de SP. Mas os servidores foram recepcionados por um enorme contingente da Polícia Militar, com bloqueios do Batalhão de Ações Especiais (Baep) que impediram os manifestantes de se deslocar.

“De forma autoritária e truculenta, o governador João Doria impediu a carreata da Apeoesp contra a volta das aulas presenciais e por salário e auxílio emergencial para professores das categorias O, S e V de chegar ao Palácio dos Bandeirantes, e nem mesmo a pé pudemos chegar”, protestou a deputada Professora Bebel.

A PM mostra, mais uma vez, que não existe igualdade no tratamento de protestos populares. No dia 18 de abril, por exemplo, uma carreata de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro bloqueou vias nos entornos de hospitais da capital. Ironicamente, na ocasião, uma das exigências dos manifestantes era o impeachment do governador Doria, por ele ter decretado medidas leves de isolamento social.

João Doria modificou as regras do seu próprio comitê de combate ao coronavírus para forçar o retorno às atividades escolares em 8 de setembro. Pelo planejado no chamado Plano São Paulo, o retorno à aulas possivelmente só se daria no final de setembro ou início de outubro. Os professores e a comunidade científica classificam a intenção como muito precoce e alertam que pode provocar milhares de casos e mortes pela Covid-19.

A manifestação também contou com a participação dos servidores da saúde, mobilizados pelo sindicato da catetoria, o Sindsaúde. “É um segmento fundamental nesse momento de pandemia, que arrisca a vida diariamente e é tratado com descaso e desrespeito pelo governo Doria”, disse a parlamentar.

Para Bebel, Doria mostra-se tão autoritário e genocida quanto Bolsonaro, ao colocar a vida de milhões de estudantes, de centenas de milhares de profissionais da educação e das famílias em risco. A também presidenta da Apeoesp declarou que, em defesa da vida, os trabalhadores da Educação não voltaram às aulas presenciais e, se for preciso, irão à greve.

Com informações da assessoria da deputada Professora Bebel e da RBA.

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