Beth Sahão celebra o mês da mulher com diálogos e arte na Alesp
Beth Sahão celebra o mês da mulher com diálogos e arte na Alesp

O ato promovido pela deputada Beth Sahão, em alusão ao mês das mulheres, na quarta-feira, 20/3, levou para a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo um clima de reflexão festiva permeada por música, arte e diálogo.

Tomado por mulheres de várias partes do Estado e conectadas por diferentes movimentos sociais e sindicais, o ato, que é uma atividade da Frente Parlamentar Pela Defesa da Vida e Proteção das Mulheres e das Meninas,  teve uma roda de conversa conduzida pela deputada Beth Sahão com a participação da médica Karina Calife, de Cláudia Luna, que foi presidente da Comissão da Mulher Advogada da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção São Paulo, Adriana Cecílio, diretora da Coalização Nacional das Mulheres, e Luiza Nagib Eluf, procuradora de Justiça de São Paulo aposentada.

“Nossa roda de conversa neste evento tem o propósito de chamar atenção, dar visibilidade e fortalecer nossa capacidade de luta, para que não sejamos mais interrompidas em nossa existência”, enfatizou Beth.

Logo após, outra roda de conversa reuniu Márcia Viana, secretária de Mulheres da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Fernanda Ruezo, defensora pública, e Jade Percassi, militante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Falou durante o encontro também representante da Associação Brasileira De Mulheres Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais.

Mulheres curam mulheres

O enfrentamento do machismo, das diversas manifestações de violência no ambiente doméstico, profissional e acadêmico, e a discriminação de gênero, orientação sexual e racial, foram temas abordados nas rodas de conversa mentos.

A omissão e descaso do governador com a escalada de violência que atinge as mulheres paulistas foi um dos pontos enfatizados pela deputada Beth Sahão que citou casos recentes de mulheres assassinadas por seus maridos, namorados ou ex-companheiros e destacou a elevação de 65% no número de casos de violência contra mulher no Estado de São Paulo. Em 2023, registrou-se recorde no número de estupros. Foram 14.504 casos, superando em 9,5% as ocorrências de 2022.

As conversas destacaram, assim, a necessidade de se consolidar direitos e mecanismos de prevenção e combate à violência, além de se avançar na elaboração de políticas públicas, na ampliação das redes de amparo, acolhimento e apoio para as mulheres em situação de vulnerabilidade econômica e social.

Para a advogada Claudia Luna, é preciso observar que, mesmo diante de vários obstáculos, temos que saudar este tipo de encontro. “Estamos juntas e as conversas possibilitam que mulheres curem mulheres”, avaliou.

Luta e resistência pela arte

Uma das oficinas culturais ocorridas no evento expôs e ensinou a técnica têxtil antiga e popular no Chile, a arpillera, utilizadas pelas mulheres do Movimento Atingidos por Barragens (MAB), como bordados que simbolizam a resistência das vítimas atingidas por barragens. “Cada arpillera tem uma cartinha atrás que conta uma história de vida real sobre o que acontece com alguma mulher no mundo e no Brasil”, informou Patrícia Santos, coordenadora do MAB.

O ato contou também com apresentação das batuqueiras do Coletivo Minas de Resistência Minas de Diadema, a arte de grafiteiras e dança circular.

Edição: Marisilda Silva
Foto: Alesp.

 

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