ATENÇÃO!

Na Reunião da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, da Cidadania, da Participação e das Questões Sociais, realizada na tarde desta terça (9/11), a discussão sobre as indicações ao Prêmio Santo Dias 2021 começaram em torno do fato do evento ter sido criado sem critérios definidos. Oito indicações foram feitas inicialmente.

O presidente da Comissão, o petista Emidio de Souza apontou que, quando o prêmio foi criado, nenhuma regulamentação específica foi definida, o que faz, anualmente, que parlamentares indiquem, por exemplo, entidades ou pessoas que já foram premiadas em anos anteriores, e que os premiados demorem para ser definidos. O parlamentar sugeriu inclusive, para 2022, que uma revisão de valores do prêmio seja feita, pois entende que há anos está defasado.

Junto com a deputada Márcia Lia, Emidio abriu mão de sua indicação para apoiar a da deputada Érica Malunguinho.
Em princípio,  Emidio havia indicado a rede União de Núcleos, Associações dos Moradores de Heliópolis e Região (UNAS) e Márcia, o Padre Julio Lancelotti. No decorrer do debate e no sentido de otimizar as indicações, ambos, com a anuência de Malunguinho viraram co-autores de sua indicação, a Coalizão Negra por Direitos, uma organização  fundamental para o combate ao racismo estrutural no país.  Saiba mais  sobre a Coalizão ao final do texto.
Ao final da reunião foram votadas três indicações por sugestão de Emidio: a de Douglas Garcia Associação Cooperativa de Obras Sociais e Educação), a de Patrícia Bezerra, (Julio Cesar Bueno, advogado) e a conjunta de Érica Malunguinho, com Márcia Lia e Emidio. (Coalizão Negra por Direitos).  As três foram aprovadas e a entrega do prêmio será realizada no dia 10 de dezembro, às 20h, na Alesp.

 

QUEM FOI SANTO DIAS ?

Santo Dias da Silva era operário metalúrgico e membro da Pastoral Operária de São Paulo. Foi morto pela Polícia Militar quando comandava um piquete de greve, no dia 30 de outubro de 1979.

Santo Dias era lavrador, mas foi expulso da terra onde vivia com a família em 1961, após participar de um movimento por melhores condições de trabalho.

Na capital paulista, trabalhou em fábricas e tornou-se um líder operário bastante reconhecido entre os trabalhadores. Em 1978, passou a integrar a Oposição Sindical Metalúrgica de São Paulo e o Comitê Brasileiro pela Anistia (CBA). Ao comandar um piquete de greve em frente à fábrica Silvânia, em Santo Amaro, Zona Sul de São Paulo, foi morto com um tiro na barriga. O movimento era pacífico e contava com a participação de cerca de 50 operários.

Saiba mais aqui https://memoriasdaditadura.org.br/biografias-da-resistencia/santo-dias/

Saiba Mais sobre a Coalizão Negra por Direitos.  Acesse:  https://coalizaonegrapordireitos.org.br/sobre/

Assista a reunião na íntegra aqui 

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