Governistas furam fila de CPIs na Alesp

Foi dada largada da corrida pela instalação de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) na Assembleia Legislativa de São Paulo e mais uma vez o PSDB usou de manobras para impedir que a gestão estadual seja fiscalizada pelos deputados estaduais.

A Bancada de deputados do PT protocolou na manhã desta segunda (18/3) pedidos para instalação de quatro CPIs na Casa: CPI do Paulo Preto; Feminicídio; Renúncia Fiscal e da Cava Subaquática de Cubatão.
Paulo Preto, ex-diretor da Dersa, é apontado como agente operador em esquemas de superfaturamento de obras viárias nos governos do PSDB no Estado, entre elas Rodoanel.

A CPI do feminicídio tem como motivação investigar a escalada da violência contra a mulher e o número recorde de assassinatos ocorridos no Estado de SP, sendo que o governo Doria não apresenta ações e medidas governamentais para conter o fenômeno e ainda vetou o projeto de delegacias da mulher 24 horas, de autoria da líder da Bancada do PT, deputada estadual Beth Sahão.

Sobre a CPI da renúncia fiscal, a Bancada do PT tem denunciado que nos últimos anos o governo do Estado abriu mão de pelo menos R$20 bilhões sem informar aos deputados e sociedade paulista os critérios e a contrapartida das empresas beneficiadas.

Por fim, há a CPI da Cava Subaquática de Cubatão, que apresenta um quadro temerário, com risco de acidentes socioambientais.

 

Fila da CPI, atropelamentos e manobras

A corrida contra o relógio do protocolamento de CPIs teve início na sexta- feira (15/3), a partir das 19h, ainda durante o processo de eleição da Mesa Diretora, quando assessores parlamentares assumiram postos na fila e permaneceram em plantão por todo fim de semana.

De acordo com o regimento interno da Alesp, apenas cinco CPI’s podem funcionar simultaneamente. No entanto, o PSDB sozinho, por exemplo, protocolou 11 pedidos, tumultuando o processo de forma desleal com tal “superlotação” da relação de pedidos protocolados.

A Bancada PT questiona o fato da liderança do PSDB protocolar pedidos de CPIs de deputados de outros partidos, como exemplo, do PPS, de autoria do deputado Roberto Morais, que deve dois pedidos de sua iniciativa incluídos na relação dos governistas.

O mesmo expediente foi usado em outros dois pedidos apresentados pelo deputado Edmir Chedid, do DEM, que figuram na relação protocolada pela liderança do PSDB.

O que chama a atenção é que o deputado Edmir apresentou outros cinco pedidos protocolados por assessores da legenda que estiveram na fila do protocolo no fim de semana. Ou seja, o DEM furou a fila e usou porta dupla na entrada do protocolo. Medida que será alvo de questionamento dos parlamentares do Partido dos Trabalhadores.

Próxima Etapa

Os deputados petistas vão passar o dia acompanhando os próximos passos para checar o número mínimo de adesão – são necessárias 32 assinaturas autenticadas.

Até o momento foram contabilizados 22 pedidos de CPIs, mas ainda não há informações de quais temas serão alvos das comissões de investigação.

Outra estratégia dos governistas é pressionar os deputados para a retirada de assinaturas de apoio aos pedidos de CPI da oposição. O deputado Mauro Bragato (PSDB) que foi o primeiro se retirar da relação de assinatura do pedido do Paulo Preto, que acabou de ser protocolada pela bancada petista.

1 Comment

  1. Rildo Marques
    19/03/2019 at 10:47

    Psdb especialista em golpe

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