Deputados fazem fiscalização pela reabertura de PS’s da zona sul

O Pronto Socorro de seis grandes hospitais da capital e região Metropolitana de São Paulo estão fechados, pelo governo de João Doria, por isso, nesta segunda (18), deputados da bancada petista na Alesp, membros da Comissão Permanente de Saúde foram até três desses equipamentos para discutir com a diretoria médica dos locais, alternativas para a volta do atendimento em sua integralidade. Até quarta (20), os parlamentares pretendem entregar um relatório sobre as vistas ao Secretário Estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn.

Coletivos formados pela sociedade civil que discutem o tema da qualidade da saúde pública no Estado de são Paulo, estiveram presentes e aproveitaram para fazer diversas denúncias sobre a situação no Hospital Geral do Grajaú (HGG) e Hospital Geral da Pedreira, situados no extremo sul da cidade, ambos visitados pelos deputados  Enio Tatto, José Américo, Jorge do Carmo, e Maurici e os vereadores Alfredinho e Jair Tatto, todos do PT.

Em fevereiro deste ano, em pleno auge da pandemia de COVID-19, segundo matéria publicada pelo Jornal Brasil Atual, a decisão, de acordo com a  secretaria estadual de saúde, teve o objetivo de evitar que casos menos graves prejudicassem atendimentos de maior complexidade. Porém, os conselhos estadual e municipal de Saúde denunciaram já na época, que o fechamento não foi debatido com a sociedade civil organizada. De acordo com eles, o encerramento dos prontos-socorros não foi, em nenhum momento, sequer comunicado. 

Os outros equipamentos que encontram-se na mesma situação são o Hospital Geral Santa Marcelina (Unidade Itaim Paulista), Hospital Estadual Vila Alpina, Hospital Estadual Franco da Rocha, Hospital Estadual de Itapecerica da Serra (no estado de São Paulo).

Em fevereiro deste ano, uma integrante do Movimento Popular de Saúde, Ivaneide de Carvalho já previa que o fechamento dos prontos-socorros, o serviço das Unidades Básicas de Saúde ficariam sobrecarregadas durante a semana. Além de deixar os pacientes que precisarem de atendimento durante à noite, ou aos sábados e domingos, sem assistência. E a situação denunciada pelos coletivos às diretorias dos hospitais passa por essa previsão, mas a realidade é de um profundo caos.

Assista aqui as denúncias realizadas pelos coletivos no Hospital Geral do Grajaú

https://www.facebook.com/deputadoeniotatto/videos/4161247160669070/?

No Grajaú, Amanda Machado Robledo, superintendente administrativa do HGG, Raquel de Fátima Linchy, superintendente assistencial, e Ana Rocha, secretária de diretoria ouviram as cobranças pela reabertura
emergencial do pronto-socorro. A equipe disse que a resposta deve vir da Secretária de Estado da Saúde, pois apenas estão cumprindo as decisões do governo estadual. O secretário executivo da secretaria de estado da saúde já declarou que a decisão é definitiva e faz parte de um pacote estratégico. Alinhamento institucional que não será engolido facilmente por quem precisa das unidades para atendimento médico.
Durante a visita, em entrevista ao G1, o deputado Enio Tatto declarou o fechamento desumano e absurdo. Tatto resaltou que é uma irresponsabilidade do governo do Estado de São Paulo, decidir pelo fechamento de prontos-socorros durante a pandemia Covid-19. O parlamentar explicou que não é possível reclassificar o atendimento dos hospitais estaduais como de alta e média complexidade, quando não há um sistema municipal eficiente capaz de atender a demanda do pronto atendimento como porta de entrada.
Assista aqui as reclamações realizadas pela população ao diretor do Hospital Geral de Pedreira: 
Na quarta feira (20/10), a Alesp fará uma audiência pública para discutir com a população os resultados e próximos passos das agendas de fiscalização aos hospitais.
Novas fiscalizações nesta terça (19)
Contra o fechamento do ambulatório do Hospital Regional Sul. Assista.
O Hospital Regional SUL é referencia histórica na cidade em traumas, com cirurgias ortopédicas de alta complexidade, próteses , neurocirurgia, partos de alto risco. Situado em Santo Amaro, é um hospital fundamental para toda Região Sul, com mais de 2,5 milhões de habitantes, onde ainda faltam leitos.

 

 

 

 

 

 

1 Comment

  1. Valéria
    01/11/2021 at 21:34

    Trabalho no Pwdreira e na visita de vcs estava tudo mascarado. O pronto socorro continua fechado e pior, o hospital está praticamente sem medicações, como antibióticos, e até mesmo dipirona! Tenho certeza que aquele hospital eh uma fonte de desvio de verba interminável. Os pacientes ficam sem antibióticos, sem remédios pra dor, vômitos e etc. e a diretoria nunca toma uma providência.

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