Doria ameaça de extinção Institutos de Pesquisas e carreiras desse setor

A realidade de incertezas, corte de recursos, ameaças e perseguições aos professores das universidades federais com a chegada do governo Bolsonaro,foram alguns dos temas abordados pelo reitor da Universidade Federal do ABC, Dacio Roberto Matheus na atividade da Frente Parlamentar Em Defesa das Instituições Públicas de Ensino, Pesquisa e Extensão que recebeu também pesquisadores e sindicalistas que aconteceu nesta quinta- feira08/08, na Assembleia Legislativa.

Recebidos pela deputada Beth Sahão, pesquisadores mostraram a preocupação dos impactos das alterações do governo Doria

Em São Paulo há 19 institutos vinculados às secretarias estaduais. O denominador comum entre os institutos  é a carreira de pesquisadores científicos que o governador Doria tem sinalizado que fará a extinção dessa função.

Na concepção do governador João Doria os pesquisadores devem atender as demandas do mercado que visa comercialização e lucro e, não tem compromisso com as necessidades da sociedade, na constituição de soluções para as questões que trazem melhoria na qualidade de vida.

Dora Colariccio que ocupa a vice-presidência da APQC – Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo que contou sobre o risco do fim da carreia dos pesquisadores científicos e informou que a ameaça alcança também os trabalhadores de apoio.

A precariedade e abandono dos institutos também chegou a área da saúde,  e atingiu também o Sucem, – Superintendência de Controle de Endemias  autarquia incluída rota de risco de extinção, conforme apontou Cleonice Ribeiro, presidente do Sindsaude.

 “A defasagem do número de profissionais é consequência dos 20 anos sem concursos públicos além da precariedade dos hospitais, com prédios degradados, falta de medicamentos e materiais para atender a população, ressaltou a sindicalista.“

De acordo com Cleonice a falta de leitos, medicamentos e recursos tem colocado em estado de alerta o hospital Emilio Ribas.

Unidade e União na Resistência

A articulação de 20 entidades, sindicatos e instituições lançaram o

Instituto Popular de Educação, Trabalho e Tecnologia em 30 de julho foi comemorado por Priscila Leal que enfatizou preocupações com os ataques do governo Bolsonaro as esferas do conhecimento.

Recomposição salarial negociada com a secretaria de administração pública foi uma reivindicação levada à reunião por Pedro Leal, do Instituto Geológico que buscou apoio da Frente Parlamentar.

As agruras com os riscos de extinção, sucateamentos e defasagens salariais e de recursos levaram o ex- deputado Carlos Neder a provocar os participantes apontando que há anos os governos do PSDB em São Paulo, têm alvejado os serviços públicos e que os sindicatos, organizações, sindicatos e lideranças têm atuado na perspectiva de redução de danos, mas com a guinada à  extrema direita do governador é necessário outra dinâmica e reação.

Próximos passos

Um dos encaminhamentos definido na audiência foi a realização de audiência pública com os funcionários da Sucen e solicitação de audiência com Marcos Boulos responsável pela Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo.

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