Fiorilo questiona 15 milhões de doses de Coronavac sem uso
Fiorilo questiona 15 milhões de doses de Coronavac sem uso

O deputado Paulo Fiorilo (PT) dirigiu ao Ministério Público do Estado de São Paulo, nesta sexta-feira, 10/12, uma representação que questiona o governador João Doria por possível desperdício de verbas públicas aplicadas na fabricação de doses extras da vacina para covid-19, CoronaVac.

A representação baseia-se em reportagem divulgada em 6/12, pelo G1, segundo a qual o Estado tem estocado, sem previsão de uso e com vencimento  em agosto de 2022, 15 milhões de doses da vacina CoronaVac. O estoque é resultado de decisão do governo estadual. De janeiro a setembro de 2021, 100 milhões de doses da CoronaVac, previstas em contrato com o Ministério da Saúde, foram produzidas e entregue. Porém, entre julho e agosto do mesmo ano, o Instituto Butantan produziu um lote extra de 15 milhões de doses, sem que houvesse para elas um destino determininado.

“A decisão de produzir doses extras, sem mercado definido, e agora com um prazo de validade tão exíguo, tem de ser analisada pela Procuradoria-Geral de Justiça do Estado, sob a ótica da responsabilidade com o recurso público. Não pode faltar vacina, mas o maior estado do Brasil tem de ter uma programação e não onerar desnecessariamente os cofres públicos”, argumentou Paulo Fiorilo.

O presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, diz estar em negociação com outros países, em conversas com a Organização Panamericana de Saúde (Opas), para uma possível compra ou doação dos imunizantes estocados. O governador Doria declarou, em 8/12, que 12 milhões de doses da CoronaVac estariam reservadas para ser aplicadas em crianças de 3 a 11 anos. No entanto, o uso da vacina do Instituto Butantan nesta faixa etária ainda não foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

 

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