Frente promove cooperação inédita com Ministério de Ciência e Tecnologia
Frente promove cooperação inédita com Ministério de Ciência e Tecnologia

Parceria e conexão entre os governos federal e estadual na produção, no fomento e na difusão do conhecimento científico, tecnológico, inovação e a integração com o mercado de trabalho, foi a tônica da reunião da Frente Parlamentar pelo Desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Inovação que aconteceu na sexta-feira, 22/3, na Assembleia Legislativa de São Paulo, coordenada pelo deputado Luiz Claudio Marcolino.

Na abertura do debate sobre as possibilidades de trabalho a serem desenvolvidos em cooperação da frente parlamentar com o MInistério da Ciência e Tecnologia, Marcolino informou que o objetivo da iniciativa, inédita, é aprimorar legislações, articular novas leis, definir medidas para o acesso à tecnologia e à inovação, integrar a cadeia de produtores de inovação e gerar emprego.

Participaram do lançamento o secretário nacional de Ciência e Tecnologia para Transformação Digital, Henrique de Oliveira Miguel; o coordenador-geral de Inovação Digital, Hamilton Mendes da Silva, e o chefe da assessoria para Assuntos Parlamentares e Federativos do Ministério de Ciência e Tecnologia, Evaldo Dias da Silva.

Também integraram as discussões representantes da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e da Universidade de São Paulo (USP).

Segundo Hamilton Mendes da Silva, o Brasil tem uma política consistente no campo da tecnologia da informação e pode impulsionar o desenvolvimento científico, econômico e social, pela capacidade elevada e de qualidade da comunidade científica.

Ainda de acordo com o dirigente, nosso mercado da indústria de transformação pode ganhar escala industrial e, para isso, a frente parlamentar pode contribuir com pontes entre academia e produção para chegar aos mercados e, citou como exemplo, a aliança entre os governos e São Paulo e federal no encapsulamento e designer, com aproveitamento da base existente no Estado.

Para Evaldo Dias, responsável pelos assuntos parlamentares do ministério, a Estratégia Brasileira de Inteligência tem muitos desafios no âmbito das casas legislativas e há questões como a reforma tributária, a transição energética, economia verde entre outras questões contemporâneas fazem parte das preocupações da pasta.

Outro integrante do ministério, secretário nacional de ciência para Transformação Digital, informou que os supercomputadores também estão voltados para a questão do cotidiano da população nas áreas temáticas como saúde, clima e meio ambiente, agronegócio e entre os propósitos da pasta estão a revisão e a ampliação da infraestrutura das redes de conexões estaduais e federal, além da formação e capacitação de recursos humanos. “Esta cooperação pode favorecer o desenvolvimento da nova política industrial e alavancar outros segmentos produtivos”, observou Henrique de Oliveira Miguel.

Na sua participação, Ana Paula Contador Packer, chefe-geral da Embrapa Meio Ambiente, informou que entre os compromissos da entidade estão as pesquisas científica e tecnológica, a inovação e o apoio às políticas públicas. Segundo Ana Paula, a empresa aposta nas parcerias público-privada para chegar aos pequenos, médio e grandes produtores, empreendedores que atuam nas áreas da agricultura, commodities, no ambiente urbano com inovação tecnológica e social e na sustentabilidade, ambiental, social e econômico e da biodiversidade.

Já o diretor-presidente do Conselho Técnico-Administrativo da Fapesp, Carlos Américo Pacheco, citou o ambiente de Inovação em São Paulo, que busca estimular a demanda mostrando oportunidades. E mencionou o conjunto de ações do ministério, como o projeto de conectividade no meio rural, novos modelos de negócios e alguns projetos ligados à inteligência digital e a agenda futura de semicondutores com aplicações na saúde e agricultura.

Marcelo Zuffo, diretor do Inova USP, informou que a Universidade de São Paulo responde por 20% da produção científica no país e defende que este conhecimento favoreça a qualificação, a elevação da renda, do trabalho e o bem-estar da população.

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