JOSÉ AMÉRICO CRITICA SUBNOTIFICAÇÃO E BAIXA TESTAGEM NO ESTADO
JOSÉ AMÉRICO CRITICA SUBNOTIFICAÇÃO E BAIXA TESTAGEM NO ESTADO

O deputado José Américo questionou o secretário de Saúde, José Henrique Germann Ferreira, sobre os motivos da subnotificação de casos de contaminação e de óbitos por coronavírus e sobre o baixo número de testes realizados no Estado de São Paulo. Germann participou nesta segunda-feira, 22 de junho, de reunião da Comissão de Saúde com o objetivo de fazer a prestação de contas da pasta referente ao terceiro quadrimestre de 2019 e o primeiro quadrimestre de 2020.

Segundo José Américo, o Estado realiza cerca de 4 mil testes por dia. A Argentina, comparativamente, faz três vezes mais testes. Por que testamos tão pouco¿, questionou o deputado. Na sua apresentação, o secretário informou que a Secretaria de Saúde adquiriu 1,3 milhão de testes PCR e 2 milhões de testes rápidos. A capacidade de realização de testes laboratoriais é de 8 mil por dia. Desde o início da pandemia, o Estado fez 600 mil testagens.

O parlamentar petista também perguntou as razões que estão por trás da subnotificação de casos de contágios e de óbitos. O secretário apontou que existem dois sistemas de notificações que resultam em discrepâncias. Segundo ele, a secretaria utiliza o sistema de informação do Ministério da Saúde. Os municípios, por sua vez, têm suas próprias bases de dados, que em alguns casos demoram a ser incorporadas à base de informações centralizadas no governo  federal.

Outra questão dirigida ao secretário foi em relação à flexibilização da quarentena pelo governador João Doria. O deputado petista criticou a hesitação do governo para aplicar o lockdown. Na avaliação de José Américo, as medidas de isolamento social adotadas no Estado nunca conseguiram atingir a meta dos 70%. “Há ainda crescimento do contágio e dos óbitos. Não está sendo prematura a flexibilização”, questionou .

José Américo também cobrou do secretário uma solução para a reabertura do Hospital Sorocabana, localizado no bairro da Lapa. Para que a prefeitura assuma o hospital e o coloque em funcionamento, o Estado precisa transferir o terreno para a prefeitura da capital. Germann disse que a Secretaria da Saúde do Estado não tem interesse no Sorocabana. Segundo ele, dado o grau de deterioração de suas instalações, não há tempo hábil para que o hospital possa operar neste momento da pandemia de coronavírus. Atualmente, apenas o primeiro andar do prédio está funcionando com as operações do SAMU. José Américo insistiu que o governo do Estado precisa dar um sinal objetivo para que o hospital possa finalmente ser reaberto.

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