LÍDER DO PT COBRA MAIS TRANSPARÊNCIA DA DIREÇÃO DA ARTESP
LÍDER DO PT COBRA MAIS TRANSPARÊNCIA DA DIREÇÃO DA ARTESP

A Assembleia Legislativa aprovou nesta terça-feira, 23/6, as indicações do governador João Doria para a nova diretoria da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp). Para o cargo de diretor-geral, foi aprovado o nome de Milton Roberto Persoli. Para a Diretoria de Controle Econômico e Financeiro, Jorge Farah Elias.

Os dois indicados foram ouvidos ontem (22/6) pela Comissão de Transportes e Comunicações, que aprovou as indicações. O líder do PT na Alesp, Teonilio Barba, criticou a modo como a Assembleia analisa as indicações feitas pelo governador para a direção das agências reguladoras.

“Os indicados deveriam ser sabatinados pelos 94 deputados e não apenas pelos membros das comissões temáticas da Assembleia.” Barba também considera uma excrescência a aprovação de nomes por decurso de prazo, no caso de a Assembleia não realizar a votação no tempo estipulado pelas regras atuais. Ele defendeu que elas sejam mudadas.

O deputado José Américo afirmou que a Artesp é um grande problema do Estado de São Paulo. “A agência é impenetrável. A relação das últimas gestões com os deputados foi sofrível.” Segundo o deputado petista, os diretores da agência simplesmente ignoram e não respondem aos questionamentos feitos pelos parlamentares.

“Faço parte do conselho da Artesp e não fui convocado para nada. Não somos informados sobre o cumprimento de contratos, as renovações das concessão e nem sobre os balanços feitos pelo órgão. A Artesp representa somente os interesses das concessionárias. Ela precisa informar, minimamente, a Alesp sobre a situação das estradas de São Paulo”, concluiu José Américo.

Barba e José Américo destacaram que as novas concessões de estradas realizadas pelo Estado vão ampliar enormemente o número de praças de pedágios. São cerca de 1.200 quilômetros de rodovias pedagiadas que vão afetar a vida de 60 municípios paulistas. José Américo advertiu que as tarifas de pedágios, no nível em que estão hoje, não se justificam diante da nova realidade econômica.

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