Margareth Menezes, nova ministra da cultura

Da CNN Brasil

A cantora Margareth Menezes afirmou nesta terça-feira (13) que aceitou o convite para o Ministério da Cultura

Atualmente, no governo do presidente Jair Bolsonaro (PL), a Cultura funciona como uma Secretaria Especial, alocada no Ministério do Turismo.

 

Entretanto, anteriormente, a pasta funcionava como ministério. Nas gestões petistas, com Lula e Dilma Rousseff, teve à frente nomes como o cantor Gilberto Gil, o sociólogo Juca Ferreira, a cantora Ana de Hollanda, irmã do também cantor Chico Buarque, e a ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy.

 

Quem é Margareth Menezes

Margareth Menezes da Purificação nasceu em 13 de outubro de 1962, em Boa Viagem, na Península de Itapagipe, em Salvador. É filha de Diva, doceira e costureira, e Adelício Soares, motorista, sendo a mais velha de cinco irmãos.

Sua veia artística despertou por parte de seu avô, que tocava violão, e de seus pais, que reuniam a família para ouvir diversos artistas, como: Clara Nunes, Dicró, Noite Ilustrada, Martinho da Villa, Luiz Gonzaga, Marinês e Sua Gente, Jackson do Pandeiro, Moreira da Silva , Orlando Silva, Nelson Gonçalves, Ângela Maria e outros.

Em 1977 ganhou seu primeiro violão, mas chegou aos palcos primeiramente pelo teatro. O início de sua carreira foi no grupo teatral do Centro Integrado de Educação Luiz Tarquínio, em Salvador.

Entre os 15 e 18 anos teve aulas com o ator e diretor teatral Reinaldo Nunes, fundador da Companhia Baiana de Comédias. Na época, Margareth participou de peças como “Ser ou Não Ser Gente” (1980), no Teatro Vila Velha, em Salvador, e “Máscaras” (1981), de Menotti Del Picchia.

Em paralelo, participou como responsável pela trilha sonora, operação do som e gerenciamento de técnica vocal da obra “O Menino Maluquinho”, de Ziraldo.

Seguindo em sua carreira de atriz, no ano de 1982, ao lado de Paulo Conde e João Elias, fundou o “Troca de Segredos em Geral”, grupo teatral que se dedicou a montagem da peça “O Inspetor Geral”, do russo Nikolai Gogol. A peça ficou em cartaz por dois anos.

No ano seguinte, Margareth criou, em Salvador, o Gran Circo Troca de Segredos, que ajudou a revolucionar a cena cultural da capital baiana e contou com a presença de diversos artistas do Brasil e do mundo.

Depois de três anos no grupo Troca de Segredos, Margareth foi convidada a particIpar de um outro grupo, o Amoras Lá em Casa. Margareth atuou em duas peças com o grupo: Colagens e Bobagens e Um Tiro no Coração.

A carreira musical da atriz começou em 1986, com uma turnê no interior da Bahia. Após essa turnê, ela passa a se apresentar no Teatro Castro Alves, através do Projeto Pixinguinha.

No ano seguinte, Margareth foi convidada a participar do single “Faraó – Divindade do Egito” com Djalma Oliveira que foi o primeiro samba-reggae do Brasil, vendendo mais de 100 mil cópias.

O primeiro álbum de estúdio foi lançado em 1988, gravado pela PolyGram do Brasil. O lançamento de “Margareth Menezes” aconteceu em novembro daquele ano.

Em 1991, Margareth grava “Elegibô”, álbum que reuniu as principais canções dela até então em um disco que foi lançado nos Estados Unidos, Japão e na Europa.

Em 1993 é lançado “Kindala”. Após o sucesso de três álbuns, ela foi chamada para se apresentar no programa Tambola na Suíça, que foi ao ar em vários países.

O novo álbum da cantora foi lançado em 1994. A turnê deste álbum teve como destino países como Inglaterra, Itália e Argentina.

Margareth Menezes contribuiu para o carnaval com o surgimento do bloco “Os Mascarados”, para homenagear os 450 anos de Salvador.

Em 2001, a cantora lança o álbum “Afropopbrasileiro”, que teve a produção de Carlinhos Brown e Alê Siqueira. Já em 2003 ela lança o CD “Tete-a-Tete”, que teve a participação de Carlinhos Brown e da banda Cidade Negra.

Depois de alguns álbuns de estúdio, Margareth lançou seu primeiro álbum ao vivo em 2004. Alcione e a bateria da Mangueira tiveram participações no Festival de Verão de Salvador. O álbum “Pra Você”, que teve participação de Ivete Sangalo e Cláudio Zoli, foi lançado em 2006.

Em 2015, é lançado o álbum ao vivo “Para Gil e Caetano”, homenageando os 50 anos de carreira da dupla.

O último álbum de estúdio da cantora foi lançado em 2019. “Autêntica” rendeu a quarta indicação dela ao Grammy Awards de 2020.

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