Nos 60 anos do golpe militar e 40 das Diretas Já, debate reafirma a democracia
Nos 60 anos do golpe militar e 40 das Diretas Já, debate reafirma a democracia

Nos 60 anos do golpe militar e 40 anos do movimento pelas Diretas Já, deputadas e deputados da Federação PT/PCdoB/PV convidam a todas e todos para um debate sobre o aperfeiçoamento da democracia. Evento será transmitido ao vivo nesta segunda-feira, 1º de abril, das 9h30 às 16h.

A bancada do PT entende como fundamental a discussão permanente sobre as condições que levaram à ditadura instaurada no Brasil em 1964, para que ela nunca mais volte a se repetir, e para que não venhamos mais a assistir a tentativas de golpe como a pretendida por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro em 8 de janeiro de 2023.

Para o deputado Paulo Fiorilo, líder da Federação PT/PCdoB/PV, ao trazer um olhar sobre a importância do movimento pelas Diretas Já, para a transição democrática, que ainda não se completou, o evento aponta que há muitos espaços e situações em que deixam claro que o processo de democratização das instituições no Brasil ainda precisa de aperfeiçoamentos e impulsos.

Na avaliação do parlamentar, há lacunas na nossa democracia que precisam ser desmontadas no dia a dia, como o racismo estrutural, as desigualdades de gênero, a violência contra as mulheres, a homofobia que faz do Brasil o país que mais mata pessoas LGBTI+ no mundo, entre outras violências e desigualdades econômicas e sociais.

“A questão central que queremos debater é o que falta democratizar, discutirmos o passado buscando respostas para enfrentar esses problemas”, afirma Paulo Fiorilo.

60 anos do golpe de 1964, 40 anos das Diretas Já: O que falta democratizar? acontece no dia 1º de abril, segunda-feira, no auditório Teotônio Vilela da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, à avenida Pedro Álvares Cabral, 201, Ibirapuera, São Paulo. Com abertura prevista para as 9h30 e transmissão online, o ciclo de debates contará com três painéis:

Das 10h às 11h30: Preto, pobre e periférico: encarceramento da juventude brasileira, com Marivaldo Pereira, secretário-executivo-adjunto do Ministério da Justiça; e Preta Ferreira, cantora, compositora, atriz e multiativista dos movimentos negro e de moradia.

Das 11h30 às 13h: Presunção de inocência e atuação da polícia, com Carolina Ricardo, diretora-executiva do Instituto Sou da Paz, e André Zanetic, cientista político e integrante do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Das 14h às 15h30: Desmilitarização da PM e combate ao crime organizado, com Isabel Figueiredo, diretora na Secretaria Nacional de Segurança Pública, do Ministério da Justiça; e Camila Dias, professora da Universidade Federal do ABC e coautora do livro A Guerra: a ascensão do PCC e o mundo do crime no Brasil.

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