PROFESSORA BEBEL DIZ QUE PROFESSORES QUEREM REAJUSTE SALARIAL, NÃO ABONO
PROFESSORA BEBEL DIZ QUE PROFESSORES QUEREM REAJUSTE SALARIAL, NÃO ABONO

A deputada Professora Bebel perguntou ao secretário estadual da Educação, Rossieli Soares da Silva, por que o governo dá preferência à concessão de abono aos profissionais da educação no lugar de promover o reajuste salarial da categoria. Bebel destaca que o abono anunciado pelo governador João Doria não será incorporado aos vencimentos e, também, não incluirá os trabalhadores do Quadro de Apoio Escolar (QAE).

O secretário de Educação do Estado de São Paulo, Rossieli Soares da Silva foi ouvido pela Comissão de Educação e Cultura, nesta terça-feira, 9/11, sobre o andamento da gestão da pasta, o desenvolvimento das ações e cumprimentos das metas referentes ao último quadrimestre. A prestação de contas foi iniciada em sessão anterior da comissão e deveria ter continuidade hoje. Porém, o secretário fez sua exposição em caráter informal uma vez que não houve quórum regimental para a abertura da sessão.

Rossiele falou aos deputados presentes sobre a volta às aulas, com o fim das restrições e da imposição do distanciamento, a partir de 2 de novembro em todo o Estado de São Paulo, com a obrigatoriedade de 100% das aulas presenciais. Também tratou do Plano de Ações Integradas do Estado de São Paulo (PAINSP), que visa dar suporte às prefeituras para obras de infraestrutura, ampliação de instalações, cobertura de quadras, construção de creches e escolas novas, alimentação escolar, compra de materiais escolares, formações.

Porém, deixou no vazio a situação dos trabalhadores do QAE. A deputada Professora Bebel enfatizou a necessidade de dar uma resposta satisfatória a esses profissionais da área administrativa. “Há uma divergência conceitual em relação ao que são os profissionais da educação. No entender da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação, profissionais da educação são todos aqueles que fazem parte do processo educativo, ou seja, desde funcionários até diretores de escolas. Então, na nossa compreensão, o abono, originário de uma sobra do Fundeb, deve ser estendido aos funcionários das escolas.”

A deputada também chamou atenção para o plano de carreira do QAE. Segundo ela, o grande problema é que a evolução requer uma formação. Mas, até que esta seja implantada, é preciso haver uma intermediação, porque esses trabalhadores estão numa situação em que os salários encontram-se abaixo do mínimo e corroídos por uma inflação alta. “Justifica-se, portanto, o descontentamento da categoria, que não tem nem o abono nem a valorização. Por isso, precisamos discutir a Meta 17 de Plano Nacional de Educação, que traz um conceito de valorização  dos profissionais da educação. Se já tivéssemos implantado essa meta, certamente, estaríamos muito melhor posicionados. No caso dos professores paulistas, o salário está abaixo do piso nacional. Entendemos que esse R1,5 bilhão que será destinado para o abono poderia compor o reajuste de 6,5% para os professores, e estaríamos todos aplaudindo.”

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