Deputados petistas temem por fim da FURP

Representantes da Fundação para o Remédio Popular (Furp) não conseguiram explicar a contento dos deputados da Comissão de Saúde as denúncias de problemas envolvendo a construção de laboratório público para fabricação de remédios. A participação do ex e do atual superintendente da Furp, Durval de Moraes Junior e Afonso Celso de Barros Santos, respectivamente, ocorreu a pedido dos deputados petistas Beth Sahão, Carlos Neder e Marcos Martins.

 

A preocupação dos parlamentares é esclarecer o envolvimento de funcionários da fundação no recebimento de propina paga pela empresa Camargo Correa, por ocasião da construção da fábrica de medicamentos na cidade de Américo Brasiliense. Em denúncia ao Ministério Público de São Paulo, em 2018, executivos da empreiteira delataram o pagamento de propina para que o órgão controlado pelo governo paulista desistisse de uma disputa judicial em 2013 e pagasse uma indenização de cera de R$ 20 milhões ao consórcio que construiu a fábrica.

 

A deputada Beth Sahão questionou porque a fundação não contestou a ação que reivindicava o equilíbrio financeiro por parte da empreiteira. O advogado da Furp há 20 anos, Adriano Noronha, que também participou da reunião, afirmou que não chegou a ser cogitada a instauração de uma comissão interna para averiguar a situação. Somente após o questionamento dos deputados petistas, o atual superintendente reconheceu a necessidade de uma investigação interna sobre o ocorrido.

Para o deputado Carlos Neder, a partir dessa e de outras denúncias de problemas relacionados à fabricação e distribuição de remédios, que ao longo do tempo vêm sendo divulgadas pela imprensa, a atuação da Furp merece uma atenção especial da Comissão de Saúde e da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Neder questionou os motivos que levaram à execução pela Furp de menos de 70% do orçamento autorizado pela Alesp entre os anos de 2014 e 2016. A preocupação do parlamentar é com o possível sucateamento do laboratório pelo governo do Estado para beneficiar a iniciativa privada na aquisição de medicamentos pelo poder público.

O atual superintendente da Furp, que está a menos de dois meses no cargo, também se manifestou surpreso pela falta de uma sindicância para acompanhar as denúncias de irregularidades. Afonso Celso de Barros se comprometeu de instaurar uma investigação interna, além de formalizar junto a Comissão de Saúde as respostas aos questionamentos dos parlamentares, que não foram contempladas.
Por: Assessoria de Imprensa do Deputado Estadual Carlos Neder

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