Seminário destaca o Programa Cozinhas Solidárias como instrumento de combate à fome
Seminário destaca o Programa Cozinhas Solidárias como instrumento de combate à fome

Com a presença de cerca de cem pessoas entre lideranças sociais e comunitárias, vereadores e militantes, o seminário Cozinha Solidária e o Programa de Aquisição de Alimentos, realizado nesta quinta-feira, 21/3, contou com a presença de Lilian Rahal, secretária Nacional de Segurança Alimentar do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), que trouxe informações sobre a implementação de equipamentos públicos e de parceiros no desafio de combate à fome no Estado de São Paulo.

A iniciativa do deputado Simão Pedro teve o propósito de discutir a implantação das cozinhas comunitárias e do programa de segurança alimentar nutricional na cidade de São Paulo e oferecer informações para que prefeituras, organizações sociais e comunidades quilombolas, indígenas, tradicionais e ribeirinhas possam participar dos projetos do governo federal no combate à fome e à miséria nas periferias urbanas e rurais do Estado de São Paulo.

O Programa Nacional de Cozinhas Solidárias, instituído a partir de um projeto de lei de iniciativa do deputado federal Guilherme Boulos (Psol-SP), foi regulamentado por decreto do presidente Lula no último dia 5/3, durante a plenária do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea). Para fomentar o projeto foram destinados, inicialmente, R$32 milhões do governo federal para as iniciativas cadastradas no MDS.

Lilian Rahal contou que o Programa de Aquisição de Alimentos existe há 20 anos, foi interrompido pelo governo anterior e recriado recentemente pelo governo federal, como instrumento fundamental para o combate à fome e promoção da segurança alimentar e nutricional, metas prioritárias do governo Lula.

De acordo com Lilian, o desafio é tirar o país do Mapa da Fome com oferta de alimentos saudáveis, produzidos pela agricultura familiar, num processo de oferta, acesso e consumo de alimentos saudáveis aos beneficiários do programa Bolsa Família e dos atendidos pela da rede assistencial do Sistema Único de Assistência Social (Suas), por equipamentos públicos de segurança alimentar e nutricional e pela rede pública e filantrópica de ensino.

Outra informação fornecida por Lilian é que o governo federal tem aperfeiçoado os mecanismos que permitem melhor conhecimento do público-alvo do programa, como, por exemplo, mulheres negras com filhos, povos indígenas, comunidades tradicionais, quilombolas, entre outros.

Também participou do debate Sandra Kennedy, assistente social, ex-prefeita e atual vereadora do município de Registro, que destacou que a concentração de renda é desafio para o combate à fome, na capital e interior de São Paulo.

Tecnologia social de resistência

De acordo com Lilian Rahal, as cozinhas solidárias surgiram no período da pandemia de covid 19, no campo e na cidade, como resposta àquele momento de crise. E o fato de ter surgido e se consolidado como método que, construído a partir do conhecimento popular, se mostrou eficiente para o enfrentamento da crise alimentar daquele momento, fez com que o governo federal reconhecesse as cozinhas comunitárias como instrumento de tecnologia social.

Ainda segundo a secretária Nacional de Segurança Alimentar, o governo federal quer aprimorar e apoiar o projeto de Cozinhas Solidárias, nas etapas de oferta de refeição e disponibilidade de alimentos, por meio do Programa de Aquisição de Alimentos, e na formação dos trabalhadores envolvidos. “Na cidade de São Paulo, temos atualmente 241 cozinhas solidárias e 55 bancos de alimentos. No Estado de São Paulo, são 1.672 os equipamentos de segurança alimentar e nutricional”, explicou Lilian Rahal.

Para o deputado Simão Pedro, o seminário cumpriu o papel de difundir informações sobre as cozinhas solidárias, como instrumento de inclusão social, combate à fome e desnutrição em nosso estado e país.

Edição: Marisilda Silva
Foto: Alesp

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