“TIRAR PESSOAS TRANS DO BANHEIRO A TAPAS”, É O QUE DEPUTADO DOUGLAS GARCIA, DO PARTIDO DE BOLSONARO, DIZ QUE VAI FAZER
“TIRAR PESSOAS TRANS DO BANHEIRO A TAPAS”, É O QUE DEPUTADO DOUGLAS GARCIA, DO PARTIDO DE BOLSONARO, DIZ QUE VAI FAZER

Um crime de ódio, transfobia pura, gerou indignação agora no plenário da Assembleia Legislativa de São Paulo, quando o deputado Douglas Garcia, do PSL, disse à primeira deputada transexual eleita na Casa, Érica Malunguinho, do PSOL, que “se um homem que se acha mulher entrar no banheiro em que estiver minha mãe ou minha irmã, tiro de lá à tapa e depois chamo a polícia”.

Os deputados do partido de Bolsonaro, o PSL, continuadamente vêm desviando o foco de importantes discussões estaduais para defender ditadura militar, fascismo e nazismo. Hoje, essas palavras de ódio e incitando violência, dirigidas não só à Érica, mas a todos transexuais, configuraram o primeiro discurso transfóbico no parlamento paulista.
O PSOL aponta quebra de decoro parlamentar de Douglas Garcia, quer cassação do mandato do deputado e vai mover uma representação contra ele no Conselho de Ética, assim como a bancada do PT, que na mesma hora tomou decisão da representação.
As deputadas do PT, PSOL e PCdoB foram solidárias e abraçaram Érica no fim da fala de Douglas.
ÉRICA DEFENDIA PARTICIPAÇÃO DE PESSOAS TRANS NAS COMPETIÇÕES ESPORTIVAS
Antes de ser alvo do discurso transfóbico do deputado Douglas Garcia, a deputada Érica Malunguinho ocupava a tribuna no plenário esclarecendo que o Comitê Olímpico Internacional (COI) permite que mulheres transexuais participem de competição esportiva, na modalidade feminina, depois de passar por tratamentos hormonais que equiparam suas condições fisiológicas, permitindo com que a competição ocorra de forma equiparada.
O que desencadeou as discussões foi o PL 346/19 do deputado Altair Morais (PRB), que “estabelece o sexo biológico como o único critério para definição do gênero de competidores em partidas esportivas oficiais no Estado”.
Um PL preconceituoso, que ignora as formas já existentes de inclusão de transexuais no esporte.
SEM DESCULPAS PARA O ÓDIO, PARA A TRANSFOBIA
Janaína Paschoal, do PSL, concordou que o colega de partido foi desrespeitoso e “se exacerbou”, e disse que o partido e ele vão conversar. Érica rebateu a deputada, explicando que o discurso de ódio de Douglas reflete o discurso e ações de ódio que geram mortes de homossexuais e transexuais diariamente no país.

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