TRABALHADORES PROTESTAM CONTRA O PLC 26/2021
TRABALHADORES PROTESTAM CONTRA O PLC 26/2021

 A Assembleia Legislativa foi palco, novamente, de protestos de servidores públicos contra o PLC 26/2021, de autoria do governador João Doria, que alveja os direitos dos trabalhadores e desmontará serviços públicos essenciais que atendem, principalmente, a população mais desprovida.
Pela segunda vez, servidores públicos estaduais se concentraram em frente à Assembleia Legislativa para protestar contra o PLC 26. Eles cobraram dos deputados estaduais a rejeição da propositura, que terá reflexos negativos e danosos para a sociedade paulista ao fragilizar as carreiras de estado por meio de manobra que permitirá a consolidação de contratações temporárias em detrimento do concursos públicos.
Nos debates e análises da peça, deputados e lideranças apontam que o projeto provocará descontinuidade de serviços e do atendimento na área educacional, com a alternância de professores nas salas de aula. O mesmo poderá acontecer no sistema de saúde e trazer prejuízos aos pacientes, sem a garantia de que terão profissionais qualificados acompanhando seu quadro.
De acordo com o projeto do governador, os funcionários públicos terão redução de benefícios conquistados, como bônus de insalubridade, concedido nas situações em que os profissionais da saúde estão expostos a riscos, como a pandemia, por exemplo.
Entre os sindicalistas, a líder do PT,  professora Bebel, apontou os ataques que o projeto desfere contra os trabalhadores do estado. Na ocasião, a líder petista ressaltou que a Assembleia deve fazer reparo e devolver os recursos confiscados dos aposentados e de pensionistas, além dos precatórios injustamente cortados. Ela alertou que, caso o PLC 26/2021 seja aprovado, a vida dos servidores será muito prejudicada.
A semelhança entre o PLC 26 e a PEC 32, do governo Bolsonaro, que tramita no Congresso Nacional, foi destacada por Telma Victor, secretária de formação da Central Única dos Trabalhadores.
Já o vice-presidente da CUT, Luiz Claudio Marcolino, considera que o PLC 26 rasga direitos conquistados em décadas de luta. Ressaltou também os prejuízos para a população causados pelo o desmonte dos serviços públicos a partir do ataque aos trabalhadores.
A manifestação dos servidores contornou o prédio da Assembleia Legislativa e percorreu as mediações com buzinaços, faixas, cartazes e abordagem de motoristas para explicar os motivos do protesto.
Pouco antes da sessão extraordinária acontecer, 48 pessoas foram autorizadas a entrar no plenário para acompanhar a sessão.
A líder da bancada, deputada professora Bebel, consegui também a exibição da sessão num telão para os servidores acompanharem a sessões e a votação fora do plenário Juscelino Kubitschek.

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