EXTINÇÃO DO ITESP E DAS CASAS DE AGRICULTURA É AMEAÇA À SEGURANÇA ALIMENTAR

Enquanto pesquisa do IBGE divulgada neste mês de setembro aponta que a fome no Brasil chegou a 10,3 milhões de pessoas, o governo do Estado de São Paulo insiste em desmontar políticas e programas de apoio à produção de alimentos, com prejuízos para a segurança alimentar.

A denúncia foi feita por profissionais em agricultura familiar e extensão rural, produtores e movimentos sociais reunidos nesta quinta-feira, 24/9, em audiência pública virtual da Frente Parlamentar pela Reforma Agrária, Agricultura Familiar, Segurança Alimentar e Regularização Fundiária.

A frente é coordenada pela deputada Márcia Lia (PT) e na pauta do encontro estava a proposta do governador João Doria de extinguir a Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo “José Gomes da Silva” (Itesp) e as casas de agricultura,  que prestam serviços de assistência técnica a produtores rurais. A agricultura familiar paulista, representada por quase 300 mil propriedades rurais e responsável por importante produção de alimentos, será duramente afetada pelo desmonte pretendido pelo governo Doria com o PL 529/2020.

#FICAITESP

Márcia Lia é voz constante na defesa de todos os princípios que norteiam a segurança alimentar e na luta por garantia de acesso à terra urbana e rural, acesso aos bens da natureza, à água para consumo e produção de alimentos, e a serviços públicos adequados. Por isso, tem priorizado a luta contra o PL 529/2020, tanto na Assembleia Legislativa como junto aos movimentos e trabalhadores no interior do Estado. E o #FICA ITESP marca de seu mandado nesses dias de tentativas de privatização e extinção de serviços importantes.

Segundo o presidente da Associação dos Funcionários do Itesp, Robson Ivani de Oliveira, o investimento na manutenção do instituto representa 0,02% do orçamento do Estado, algo em torno de R$ 66 milhões. Por outro lado, a venda da produção agrícola de assentamentos e territórios quilombolas alcançou R$ 309 milhões em 2019. Robson chama atenção para os assentamentos na região do Pontal do Paranapanema que, segundo ele, ficarão ainda mais vulneráveis à expansão do plantio de soja e da cana de açúcar.

Para Tito Campos, secretário Agrário do PT-SP, o governador destina os recursos do orçamento do Estado como se estivesse fazendo um negócio privado e, dessa forma, sucateia órgãos importantes para a prestação de serviços pra a população que mais precisa.

Participaram da audiência também Sergio Diehl, presidente da Agroesp; Antonio Marchiori, presidente da Apaer; Rosemeire Silva, secretária do Interior do PT-SP; ; Marcelo Mazetta, coordenador do Setorial de Segurança Alimentar do PT-SP; Rosana, do Fórum Paulista de Segurança Alimentar e Nutricional; Delweck Mateus, da direção estadual do MST; Zezinho, da FAF/CUT; Maria Judith (Maju) Magalhães Gomes e deputado federal do PT Paulo Teixeira.

Márcia Lia lamentou que a transmissão ao vivo do encontro, feita pela Rede Alesp, tenha sido interrompida por duas vezes. Ela reiterou a necessidade de publicizar o debate e anunciou que, em virtude dos erros técnicos ocorridos, a íntegra da reunião da Frente será reprisada em duas novas oportunidades.

 

 

 

 

Um comentário

  1. 25/09/2020 at 14:15

    […] Extinção do Itesp e das casas de agricultura é amexaça à segurança alimentar […]

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