Líder do PT pede vigilância aos deputados contrários ao PL 529

Os deputados da base do governo, na Assembleia Legislativa, diversificaram as manobras regimentais que visam a aprovação do PL 529/2020. Até o dia de ontem, o projeto do governador João Doria vinha sendo discutido apenas em sessões extraordinárias. Nesta quarta-feira, 7/10, porém, a tentativa foi avançar na pauta da sessão ordinária, para aprovar o seu segundo item, exatamente o PL 529.

A estratégia foi denunciada da tribuna pelo líder da bancada do PT, Teonilio Barba, que pediu vigilância às deputadas e aos deputados contrários ao projeto que extingue empresas, acaba com serviços públicos importantes para toda a população e diminui recursos das universidades paulistas, além de outras maldades patrocinadas por João Doria.

O líder do governo, deputado Carlão Pignatari (PSDB), ainda requereu a prorrogação da sessão ordinária, pedido que foi retirado, quando a base de Doria percebeu que a estratégia não seria bem-sucedida. Sem número suficiente de parlamentares favoráveis ao governo em plenário, o presidente da Assembleia Legislativa, Cauê Macris (PSDB), também desconvocou as duas sessões extraordinárias que aconteceriam a partir das 19h desta quarta.

Dessa forma, o embate entre os deputados contrários ao PL 529 e a base do governador prossegue nesta quinta-feira, 8/10.

Golpes

No início da sessão, Barba já havia denunciado a manobra que ocorrida em sessões anteriores, quando Cauê Macris alterou procedimento até agora adotado nas sessões plenárias e limitou o uso da tribuna pelos partidos de oposição ao governo. A mudança atendeu a questão de ordem formulada pelo deputado Itamar Borges (MDB). Segundo Barba, em combinação com o líder do governo e o próprio presidente da Casa, o emedebista resolveu questionar regra que persiste há mais de 30 anos no parlamento paulista. “Isso é um golpe e vamos judicializar”, afirmou o líder do PT, que viu, na ação de Itamar Borges, a intensão de ajudar a acabar com a Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp), uma das instituições públicas alvo do PL 529. “Quem precisa do Itesp são os pequenos produtores e Itamar é deputado do agronegócio”, lembrou o petista.

Na mesma sessão, Barba dirigiu-se aos deputados, dos vários partidos, dispostos a impedir a aprovação do PL: “Vamos tomar cuidado vamos manter a união, pois mesmo com as diferenças ideológicas, sabemos que a proposta do governador é ruim demais e pode destruir o Estado de São Paulo”.

Assista ao pronunciamento do líder do PT na Assembleia Legislativa, Teonilio Barba, que conclamou os parlamentares contrários ao PL 529 a permanecerem vigilantes.

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