MARCADO POR DISPUTAS E MANOBRAS, PL 529 ESTÁ NA PAUTA DA 12º SESSÃO EXTRAORDINÁRIA
MARCADO POR DISPUTAS E MANOBRAS, PL 529 ESTÁ NA PAUTA DA 12º SESSÃO EXTRAORDINÁRIA

Depois de sucessivas derrotas acachapantes no processo de votação do Projeto de Lei 529, imprimidas pelo bloco de oposição à proposta do governador João Doria, o presidente da Alesp, deputado Cauê Macris, convocou nesta quinta-feira, 08/10, duas sessões extraordinárias a partir das 19h.

As pressões nas ruas e nas redes contra a iniciativa do governador são um dos elementos que têm contribuído para certa desidratação da base governista, tradicionalmente cordata com os anseios do Palácio dos Bandeirantes.

Há duas semanas, cerca de 150 trabalhadores das fundações, autarquias e empresas públicas estaduais arroladas na peça do governador, vêm marcando presença nos protestos em frente à Alesp contra o PL e ocupando os corredores da Casa, apelando aos deputados para que rejeitem a proposta.

Manifestações nas redes sociais dos deputados inclinados a apoiar a proposta do governador é outro caminho trilhado pelos funcionários das 10 empresas ameaçadas de encerrar suas atividades.

O chat e redes da Assembleia também têm sido frequentados pelos defensores das instituições em posts de protestos, críticas e apelos pela manutenção das instituições e rejeição à propositura.

O clima de disputa e a pressão popular contra o PL529 confrontam-se com as investidas do governador, que tem oferecido recursos por meio de emendas aos deputados que votarem favoravelmente. A temperatura e os ânimos nos debates estarão acirrados no plenário.

Manobras e mordaça

O tramitação do PL529 tem sua marca própria: as manipulações e infrações às regras regimentais, que norteiam os trabalhos e procedimentos dos deputados no processo de votação.

O líder da bancada petista, deputado Teonilio Barba, denunciou em plenário o conluio entre o deputado ruralista Itamar Borges, líder do governo e presidente da Alesp, na composição e apresentação de questão de ordem (questionamento da aplicação do regimento).

Na avaliação do líder do PT, trata-se jogo combinado que possibilitou ao presidente Cauê Macris interpretar o regimento de acordo sua conveniência para impedir que os deputados se manifestem mais de uma vez no processo de deliberação.

O deputado Barba informou que o Partido dos Trabalhadores irá recorrer à Justiça contra a mordaça imposta aos deputados pelo presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo.

2 Comentários

  1. Kiko
    08/10/2020 at 18:21

    Vergonha o povo precisa saber dessas manobras emendas milionárias que serão pagas para aprovação dessa PL

  2. Ana Maria Dos Santos
    08/10/2020 at 20:33

    Diria não nega seu vergonhoso proceder tucanalha, vender a preço vil os bens públicos, comprar com dinheiro público o voto dos deputados que se rendem à corrupção, desempregado, matar de fome os trabalhadores que conquistaram seus empregos. Sua hora vai chegar, como chegou a do Aécio, Temer e outros da sua laia.

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