POR QUE DORIA QUER ACABAR COM A FURP?
POR QUE DORIA QUER ACABAR COM A FURP?

Com o PL 529/2020, Doria propõe o fim da Fundação para o Remédio Popular (Furp) e o fechamento das duas unidades do laboratório farmacêutico oficial do governo do Estado de São Paulo, localizadas nas cidades de Guarulhos e Américo Brasiliense. Para o governador, a Furp é ultrapassada e não fará falta alguma. Mas não é bem assim.

A indústria farmacêutica estatal tem mais de 800 funcionários, produz 38 medicamentos e também o Dispositivo Intrauterino para Contracepção (DIU). O Programa Dose Certa, do próprio governo estadual, depende diretamente da Furp, já que os medicamentos que chegam às unidades básicas de saúde do SUS dos municípios paulistas são produzidos pelo laboratório público. São medicamentos para transplantados, hipertensão, controle da diabetes, tratamento de transtornos mentais e tuberculose, entre outros.

Esses medicamentos chegam a 550 cidades do interior paulista; na capital, está presente nas estações de Metrô, CPTM e EMTU, e na região metropolitana de SP, distribuídos em 21 farmácias.

“Doria nunca conseguiu comprovar o prejuízo da Furp. O fechamento faz parte da política de estado mínimo, para os que podem pagar pelo serviço privado. A Furp é essencial, fabrica medicamentos básicos, essenciais. Se for extinta, o governo terá de comprar medicamentos da iniciativa privada. E as farmacêuticas privadas, que visam o lucro, não vão garantir o acesso pleno ao medicamento como é hoje. E as grandes redes do comércio varejista de medicamentos vão pegar esse filão”, apontou a presidenta do Sindicato dos Farmacêuticos no Estado de São Paulo, Renata Gonçalves, à RBA.

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